Artigo de Bob Dowling da revista "BusinesseWeek" sobre a demissão de Wang Boming, jornalista diplomada na Universidade de Columbia (USA) e responsável da revista chinesa "Caijing". O significado desta demissão, e as suas consequências politicas, tem sido abordado nos últimos dias pelos principais orgãos de comunicação social internacionais.
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Leituras: "Começar de novo"
Artigo de opinião de Paulo Pedroso no jornal "Público" sobre o actual momento político.
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Leituras: "American Economic Relations with Asia"
Num momento em que a administração norte-americana de Barack Obama aposta seriamente no desenvolvimento das relações económicas com a Ásia, Marcus Nolan do "think tank" Peterson Institute for International Economics (USA), publica um interessante trabalho sobre este tema.
Blogue Notas Verbais - Agradecimento
Agradeço a simpática referência feita aqui por um dos mais interessantes, atentos e acutilantes espaços da blogosfera. São estas mensagens que alimentam a vontade de ir andando e prosseguindo o nosso caminho.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Comércio externo UE27-Rússia: Portugal com uma posição marginal
No passado dia 18 de Novembro, teve lugar em Estocolmo, Suécia, a 24ª Cimeira da União Europeia com a Rússia.
A propósito deste evento o Eurostat publicou um conjunto de estatísticas sobre o comércio externo UE27-Rússia. Destes dados, há a reter as seguintes principais conclusões:
a) A Rússia perde importância enquanto parceiro comercial da UE27 - No primeiro semestre de 2009, e em comparação com o período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 decresceram de 51 mil milhões de euros para 31 mil milhões de euros. A mesma tendência observou-se ao nível das importações da UE27 que passaram de 91 mil milhões de euros para 52 mil milhões de euros, no mesmo período.
b) Na UE27 a Alemanha é o principal parceiro comercial da Rússia - A Alemanha é o principal exportador (cerca de 9,6 mil milhões de euros que representaram 31% do total das exportações) e o maior importador da Rússia (10, 4 mil milhões de euros e 20% das importações totais). Depois da Alemanha, e como fornecedores do mercado russo, surgem a Itália (3,1 mil milhões de euros e 10% do total), França (2,3 mil milhões de euros e 8% do total), Holanda (2,1 mil milhões de euros e 7% do total) e Finlândia (2 mil milhões de euros e 6% do total).
c) Portugal tem uma posição pouco relevante enquanto fornecedor do mercado russo - No período em análise, 1º semestre de 2009, Portugal foi (apenas) o 24º fornecedor da Rússia no quadro da UE27 (49 milhões de euros de exportações), seguido do Luxemburgo (46 milhões de euros), Chipre (11 milhões de euros) e Malta (as exportações não chegaram a 1 milhão de euros). Refira-se ainda a posição e o valor das vendas dos seguintes países: Áustria, 1 088 milhões de euros; Hungria, 960 milhões de euros; Espanha, 676 milhões de euros; Dinamarca, 463 milhões de euros; Irlanda, 97 milhões de euros; Grécia, 97 milhões de euros.
A propósito deste evento o Eurostat publicou um conjunto de estatísticas sobre o comércio externo UE27-Rússia. Destes dados, há a reter as seguintes principais conclusões:
a) A Rússia perde importância enquanto parceiro comercial da UE27 - No primeiro semestre de 2009, e em comparação com o período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 decresceram de 51 mil milhões de euros para 31 mil milhões de euros. A mesma tendência observou-se ao nível das importações da UE27 que passaram de 91 mil milhões de euros para 52 mil milhões de euros, no mesmo período.
b) Na UE27 a Alemanha é o principal parceiro comercial da Rússia - A Alemanha é o principal exportador (cerca de 9,6 mil milhões de euros que representaram 31% do total das exportações) e o maior importador da Rússia (10, 4 mil milhões de euros e 20% das importações totais). Depois da Alemanha, e como fornecedores do mercado russo, surgem a Itália (3,1 mil milhões de euros e 10% do total), França (2,3 mil milhões de euros e 8% do total), Holanda (2,1 mil milhões de euros e 7% do total) e Finlândia (2 mil milhões de euros e 6% do total).
c) Portugal tem uma posição pouco relevante enquanto fornecedor do mercado russo - No período em análise, 1º semestre de 2009, Portugal foi (apenas) o 24º fornecedor da Rússia no quadro da UE27 (49 milhões de euros de exportações), seguido do Luxemburgo (46 milhões de euros), Chipre (11 milhões de euros) e Malta (as exportações não chegaram a 1 milhão de euros). Refira-se ainda a posição e o valor das vendas dos seguintes países: Áustria, 1 088 milhões de euros; Hungria, 960 milhões de euros; Espanha, 676 milhões de euros; Dinamarca, 463 milhões de euros; Irlanda, 97 milhões de euros; Grécia, 97 milhões de euros.
Como se constata, e no caso da posição portuguesa, existe uma grande margem de crescimento e um longo caminho (ainda) a percorrer pelas empresas nacionais no "difícil" mercado russo.
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Negócios com Timor Leste (3)
Já antes havíamos referido aqui e aqui sobre a necessidade de reforço da presença empresarial portuguesa em Timor Leste, face à relevância do envolvimento politico e institucional de Portugal com este país lusófono.
De acordo com dados do IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Timor Leste recebeu, entre 2005 e 2008, cerca de 121, 5 milhões de euros de ajuda pública ao desenvolvimento portuguesa, tendo sido em 2008, e depois de Cabo Verde, o país lusófono que mais beneficiou da ajuda bilateral nacional (27, 3 milhões de euros que representaram 10,4% do total).
Por isso, assumem particular significado os anúncios recentes referentes à intenção da Caixa Geral de Depósitos em criar um banco de direito timorense e ao arranque de um projecto imobiliário em Dili, no valor de 27 milhões de euros, por parte da "holding" Estia, ligada aos Irmãos Martins (Martifer) e ao Finibanco.
Parece-nos que estamos no bom caminho, mas haverá, com certeza, muitas oportunidades ainda por explorar!
Entretanto, deixamos também aqui o link para o site institucional da Embaixada de Portugal em Timor Leste.
sábado, 21 de Novembro de 2009
Martifer, Euro'2012 e diplomacia económica

A Martifer anunciou esta semana que a sua sucursal polaca, a Martifer Polska, ganhou o concurso para o fabrico e montagem da estrutura metálica do Baltic Arena, em Gdansk, um dos estádios que vai acolher alguns dos jogos do Fase Final do Campeonato Europeu de Futebol de 2012 (Euro'2012) que irá ser co-organizado pela Polónia e Ucrânia. Uma empreitada que vai envolver cerca de 6 440 toneladas de estrutura metálica e vai custar 10,4 milhões de euros.
É uma obra importante e com um grande valor simbólico, pois comprova a competitividade e a capacidade de uma empresa portuguesa, neste caso a Martifer, num mercados europeus mais dinâmicos e concorrenciais. Estão, por isso, de parabéns os quadros portuguesas e polacos da Martifer Polska, empresa localizada na cidade de Gliwice (Silésia, sul da Polónia) e que tive oportunidade de visitar várias vezes no período em que desempenhei funções de Director da AICEP e de Conselheiro Económico na Embaixada de Portugal na Polónia (2003-2007).
Para mim, esta noticia tem também para um significado especial, pois sempre acreditei que seria possível o envolvimento das empresas portuguesas na construção e reabilitação dos estádios polacos e ucranianos do Euro'2012. No período em que estive colocado em Varsóvia, e com o apoio e intervenção directa dos Embaixadores de Portugal na Polónia - primeiro Margarida Figueiredo e depois José Sequeira e Serpa -, com quem tive o grande prazer de trabalhar, acompanhámos com muita atenção e dedicação o chamado dossier "Euro 2012". No âmbito deste dossier, realizámos reuniões de trabalho com várias empresas nacionais - sobretudo das áreas da construção civil, arquitectura, imobiliário, metalomecânica, banca e consultadoria de engenharia; informámos estas sobre as características dos concursos de construção/realibilitação dos estádios e acerca dos principais "players" envolvidos; agendámos encontros com várias entidades e empresas locais; convidámos, em colaboração com algumas firmas portuguesas, decisores e jornalistas polacos para visitarem os estádios portuguesas do Euro 2004; e efectuámos todas as "diligências" possíveis por estas empresas, no âmbito da chamada "diplomacia económica".
Com esta noticia sobre a Martifer constata-se também o indiscutivel sucesso da grande maioria dos investimentos portugueses no mercado polaco que constitui hoje, sem dúvida, um mercado incontornável nas estratégias de internacionalização destas empresas e, acrescentaríamos, de todas as outras que tenham planos sérios e consistentes de abordagem de mercados externos.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Leituras: "La UE denuncia a España por modificar los contratos públicos tras adjudicarlos"
Artigo do jornal "El Pais" sobre a intervenção da Comissão Europeia nos procedimentos seguidos em Espanha ao nível dos contratos públicos.
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Leituras: "Corruption Perception Index' 2009"
A ONG alemã Transparency International acaba de publicar a edição de 2009 do "Corruption Perception Index".
Leituras: Resolução do Conselho de Ministros sobre internacionalização da economia
Resolução do Conselho de Ministros de 19 de Novembro que estabelece um conjunto de medidas específicas para a concretização da estratégia de internacionalização da economia portuguesa.
Leituras: "Escolher e decidir"
Artigo de opinião de António Gomes Mota, Presidente da ISCTE Business School, publicado hoje no Diário Económico sobre a problemática da internacionalização das empresas.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
MBA's chegam a Cuba
Depois de há cerca de 2 semanas a universidade argentina Aden Business School ter chegado a acordo com o governo cubano para a criação do primeiro MBA em Cuba, chegou agora a vez do escola de negócios espanhola Esade avançar também para a constituição de um centro de ensino para alta direcção na ilha de Fidel Castro. Segundo a imprensa espanhola, este projecto vai ter o apoio financeiro da União Europeia e surge no âmbito da European Foundation for Management Development (EFMD), rede internacional de escolas de negócios.
Como se constata, a internacionalização dos estabelecimentos de ensino superior é um assunto que está na agenda internacional, depois das iniciativas percursoras das principais escolas de negócios americanas e europeias (Insead, Iese, Esade, Hec, entre outras) que têm hoje uma presença, fundamentalmente, nos principais mercados emergentes. As universidades portuguesas devem estar atentas e acompanhar esta tendência de criação local de estruturas de formação e/ou de captação de estudantes, sobretudo nos países mais próximos em termos culturais e históricos e/ou naqueles onde já exista alguma massa critica de tecido empresarial com ligações a Portugal (casos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, Timor-Leste, mas também de Macau, Polónia, Roménia, Marrocos, entre outros).
Doing Business in the Arab World'2010
O Banco Mundial acaba de publicar o relatório "Doing Business in the Arab World'2010" que faz uma análise do quadro regulamentar na área dos negócios em 20 países árabes do Médio Oriente, Norte de África e África Subsaariana. Em 2008/2009, os Emirados Árabes Unidos e o Egipto estiveram entre os "top 10 global reformers".
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
China: actor global
Esta semana decorreu, em Lisboa, a edição de 2009 do “Global China Business Meeting” que reuniu um conjunto muito vasto de líderes económicos e empresariais chineses e seus contrapartes internacionais, oriundos principalmente da Europa e África. Esta iniciativa organizada pela empresa de consultadoria Horasis contou com o apoio do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, através da AICEP e do Turismo de Portugal e também da Caixa Geral de Depósitos. Os assuntos debatidos neste encontro foram muito actuais e relevantes, e à margem desta iniciativa o Banco Espirito Santo anunciou que irá alargar a sua actividade a Hong Kong, o Banco Comercial Português solicitou autorização para criar uma sucursal (“on shore”) em Macau e o BANIF acabou de ter "luz verde" para a abertura de um escritório de representação em Hong Kong.
Nesta mesma semana, um fundo soberano chinês – o China Investment Corporation - comprou 15% da empresa de energia norte-americana AES Corporation por 1 580 milhões de USD e realizou-se, durante dois dias,, em Sharm El-Sheik (Egipto), o Fórum de Cooperação China-África com a presença do Primeiro-Ministro chinês, Wen Jiabao, e de representantes de 50 países. Nesta ocasião, o governo de Pequim anunciou o lançamento de um dispositivo de linhas de crédito concessionais, no valor de 10 mil milhões de USD, para o Continente Africano e para os próximos 3 anos (recorde-se que a China é o segundo parceiro comercial de África, depois dos EUA, e que os investimentos chineses em África passaram de 327 milhões de euros, em 2003, para 5,2 mil milhões de euros, em 2008).
Hoje, a China é, de facto, um actor global que devemos seguir e acompanhar com muita atenção.
Em Portugal, e à semelhança do que se verifica em outros países europeus, começam a surgir ao nível do sector privado um conjunto de entidades e empresas com “know-how” e capacidade de aconselhamento sobre as melhores formas de abordagem do mercado chinês e que podem complementar e auxiliar as actividades desenvolvidas pelas instituições públicas. Merecem especial referência, entre outros, os trabalhos dos Profs. Nelson António (ISCTE), Virgínia Trigo (ISCTE) e Fernanda Ilhéu (ISEG) – que acabou de criar o projecto ChinaLogus -, da Câmara de Comércio e Industria Luso-Chinesa, e também as iniciativas protagonizadas por empresas de consultadoria como a Market Acess e Edeluc.
Leituras: "2009 Best Young Entrepreneurs/Business Week"
Veja aqui o ranking da revista "Business Week" sobre os casos mais promissores de empreendorismo, no ano de 2009, nos EUA.
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
"Fall of the Berlin Hall: A Victory for Europe"
Hoje comemoram-se os 20 anos da Queda do Muro de Berlim. Um dia histórico, memorável e feliz para a grande maioria dos europeus, sobretudo para os povos da Europa Central e Oriental, e um dos momentos políticos mais marcantes e impressionantes que até agora tive oportunidade de assistir. Foram muitos os que contribuíram para este acto cheio de simbolismo politico. Todavia, não poderemos esquecer os papéis determinantes do Papa João Paulo II, de M. Gorbatchev, de Ronald Reagan, de Helmut Kohl, de Lech Walesa e do sindicato polaco Solidariedade e de todos os anónimos que durante mais de 40 anos, e com enormes sacrificios pessoais, lutaram contra a ocupação soviética dos seus próprios países. Sobre a dimensão económica e politica deste acontecimento, Gabriele Suder, professora de International Business na Ceram Business School, escreve um artigo muito interessante na revista Business Week.
Espanha aposta forte no mercado indiano
Espanha está a fazer uma forte aposta no apoio à internacionalização das suas empresas para o mercado indiano. Nos próximos dias 10 e 11 de Novembro, uma missão empresarial composta por 65 empresas espanholas, e liderada pelo Príncipe das Astúrias e pela Secretária de Estado do Comércio, Silvia Iranzo, vai deslocar-se a Bombaim para participar num encontro empresarial hispano-indiano que tem por objectivo a identificação de oportunidades de cooperação empresarial e de investimento. Esta é a segunda grande iniciativa realizada pelas autoridades espanholas nos últimos 2 anos na Índia, depois do Forum de Investimentos e Cooperação Empresarial, realizado em Nova Deli, em Dezembro de 2008.
Para além das referidas iniciativas, e devido ao potencial e às oportunidades existentes no mercado da Índia, o ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo tem um programa especifico de promoção da imagem e dos bens e serviços espanhóis designado por "Plan Integral de Desarollo de Mercados de la India".
domingo, 8 de Novembro de 2009
Luis Reto novo reitor do ISCTE-IUL

Luís Reto, é o novo e o primeiro reitor do ISCTE-IUL, depois da passagem desta instituição universitária a fundação, tendo sido eleito com 21 votos a favor e 9 votos contra pelo Conselho Geral do ISCTE-IUL. Uma boa escolha de alguém que tem pela frente um conjunto de desafios muito importantes e que passam fundamentalmente pela consolidação do "projecto ISCTE" e pela sua internacionalização para outros países.
Para os nossos leitores, informo que o ISCTE é a "minha escola". Foi no ISCTE que me licenciei em Sociologia e é no ISCTE que me encontro a fazer actualmente o meu doutoramento em gestão, estratégia e desenvolvimento empresarial. Enquanto aluno da licenciatura em Sociologia, fui dirigente da associação de estudantes - e também membro da direcção da Associação Académica de Lisboa, organismo de cúpula das associações de estudantes da academia de Lisboa, numa lista encabeçada por Paulo Campos, actual Secretário de Estado das Obras Públicas -, membro da Assembleia de Representantes, na altura excelentemente liderada por Eduardo Ferro Rodrigues, e vogal do Conselho Directivo do ISCTE (representante dos alunos), nesse período presidido por José Manuel Prostes da Fonseca, alguém a quem esta instituição muito deve.
De regresso ao ISCTE, constatei, com grande satisfação, o enorme dinamismo e abertura da escola, a qualidade e profissionalismo do seu corpo docente, o posicionamento e a multiplicidade de contactos internacionais da instituição, a modernidade das instalações e dos serviços prestados aos alunos e até a "internacionalização" do seu corpo discente. Os desafios do próximo mandato de Luis Reto são, por isso, bastante grandes e estimulantes!
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Cimeira UE-Índia
Jagdish Bhagwati, um reputado economista indiano e professor na Columbia University de Nova York, referia recentemente, a propósito da economia indiana, que esta se encontrava "... at a crossroads" e adiantava ainda que "... India is moving from the completion of conventional economic reforms, such as removing industrial licensing requirements, to what he calls second-generation reforms in areas like health care and education”.
É portanto neste contexto de profunda transformação económica e social que se vai realizar amanhã, em Nova Delhi, a "10th European Union Summit". Por ocasião desta iniciativa, o Eurostat, serviço de estatísticas da União Europeia, decidiu publicar uma excelente análise do relacionamento económico dos países da UE27 com a Índia, um dos países do designado grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
Deste trabalho, há a reter um conjunto de dados bastante interessantes:
1. Entre 2000 e 2008, o comércio externo da UE27 com a Índia mais que duplicou em valor: as exportações da UE27 passaram de 13,7 mil milhões de euros para 31,6 mil milhões de euros, enquanto as importações aumentaram de 12,8 mil milhões de euros para 29,5 mil milhões de euros.
2. No primeiro semestre de 2009, e em relação ao período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 para a Índia baixaram de 15,7 mil milhões de euros para 12,7 mil milhões de euros, o mesmo se tendo verificado com as importações que diminuiram de 14,9 mil milhões de euros para 12,9 mil milhões de euros. Isto significa que a balança comercial da UE27 com a Índia passou de excedentária em 0,8 mil milhões de euros, na primeira metade de 2008, para deficitária em 0,2 mil milhões de euros, no mesmo periodo de 2009.
3. Entre os países da UE27, a Alemanha é de longe o principal exportador para a Índia (26% do total das exportações da UE), seguida do Reino Unido (16%), Bélgica (16%), França (11%) e Itália (10%).
4. A posição de Portugal enquanto exportador para a Índia é muito modesta. As exportações nacionais para a Índia, em 2008, foram inferiores às vendas de alguns dos membros da mais recentes da União Europeia, como a Hungria, Rep. Checa, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Roménia e Bulgária.
5. Já quanto às exportações de serviços, em 2008, a UE27 vendeu serviços no valor de 9 mil milhões de euros, enquanto as importações de serviços indianos alcançaram 7,4 mil milhões de euros, existindo, por isso, um saldo favorável à UE27 de 1,5 mil milhões de euros.
6. Ao nível do investimento directo estrangeiro da UE27 na Índia este atingiu, em 2006, cerca de 2,5 mil milhões de euros, em 2007, foi de 5,4 mil milhões de euros e, em 2008, baixou para 0,8 mil milhões de euros. Já quanto ao investimento directo indiano na UE27 não teve grande expressão em 2006 (0,5 mil milhões de euros) e em 2007 (0,9 mil milhões de euros em 2007), mas, em 2008, atingiu um valor muito significativo (2,4 mil milhões de euros).
Em síntese, nesta grande economia emergente da Ásia, existe uma ampla margem para o reforço do relacionamento económico com os países da UE27. E, por sua vez, Portugal não pode perder as oportunidades de negócios, ao nível das exportações de mercadorias e de serviços e da captação de investimento estrangeiro, decorrentes deste período de transformação e expansão da economia indiana.
Leituras: "Doing Business Portugal'2010"
Já está disponivel o relatório "Doing Business Portugal'2010" que faz uma avaliação do quadro regulamentar em que se desenvolve a actividade empresarial em Portugal e a sua comparação internacional com 183 países.
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Junta da Andaluzia entra no capital social de empresa tecnológica espanhola
O governo da comunidade autónoma espanhola da Andaluzia (Junta da Andaluzia), através da Agência de Inovação e Desenvolvimento da Andaluzia, investiu cerca de 2 milhões de euros no capital social da empresa tecnológica Avánzit.
Segundo o jornal espanhol "Expansion", a entrada da Junta da Andaluzia no capital social desta empresa foi justificada, entre outros factores, pela mudança de sede social da Avánzit da Comunidade de Madrid para a Comunidade da Andaluzia. Para além disto, outras filiais da Avànzit, como a Navento ou a Elfer, poderão também deslocalizarem-se para a Andaluzia, estando prevista a criação progressiva de cerca de 500 novos postos de trabalho a par de um maior envolvimento financeiro, que pode chegar até aos 6 milhões de euros, das referidas autoridades regionais.
Depois de Madrid e de Barcelona (Catalunha), a Andaluzia é a 3ª Comunidade espanhola com maior número de empresas do sector das tecnologias de informação e da comunicação (cerca de 1 350 empresas) e a Avánzit passa, assim, a ser a 3ª empresa andaluz a estar cotada na Bolsa de Madrid, juntamente com a Abengoa e a Inmobiliaria del Sur.
Este é apenas mais um exemplo da crescente concorrência entre Comunidades Autónomas espanholas na captação de investimento nacional e estrangeiro e na criação de condições para a alavancagem de empresas e de sectores de actividade com relevância regional. Este é um campo, ou se quiserem é um “jogo”, em que Portugal, uma das regiões da Península Ibérica, deverá estar particularmente atento, face à competitividade, ao dinamismo e aos recursos financeiros existentes em algumas Comunidades espanholas.
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Investimento Directo Estrangeiro,
Market Intelligence
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Leituras: "EBRD - Transition Report'2009"
O BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento lançou hoje o "Transition Report'2009" que faz uma análise da evolução económica e social dos países abrangidos pela actividade do BERD. Um documento de leitura obrigatório para quem acompanha o processo de transição para economias de mercado de um conjunto variado de países da Europa Central, Oriental e Ásia.
sábado, 31 de Outubro de 2009
Governo fica completo com tomada de posse dos Secretários de Estado
Tomaram hoje posse os 37 Secretários de Estado do XVIII Governo Constitucional. Parabéns para os nomeados e votos dos maiores sucessos!
Polónia consegue cargo de Director-geral na Comissão Europeia
O 12 países dos últimos 2 alargamentos da União Europeia conseguiram, finalmente, um lugar de topo (Director-geral) na Comissão Europeia. Este cargo, o de Director-Geral de Educação e Cultura, vai ser ocupado pelo polaco Jan Truszczynski. A diplomacia polaca está de parabéns!
Portugal Exportador'2009
No passado dia 29 de Outubro, decorreu, em Lisboa, a 4ª ediçaõ do "Portugal Exportador", iniciativa organizada pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), Banco Espirito Santo (BES) e AICEP Portugal Global e dirigida às empresas portuguesas interessadas na abordagem dos mercados externos. Veja aqui as principais problemáticas e temas que foram tratados neste evento.
Associação Comercial de Lisboa aposta na internacionalização
A Associação Comercial de Lisboa, liderada por Bruno Bobone, têm vindo a prestar especial atenção ao apoio à internacionalização das empresas suas associadas. Depois de, a 09 de Março de 2009, ter celebrado um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa e a AICEP que visava a promoção e a captação de investimento estrangeiro estruturante para Lisboa, a ACIL assinou, na passada na Quinta-feira, um novo protocolo de colaboração no domínio da internacionalização com a Confederação Internacional dos Empresários Portugueses (CIEP). Através deste, a ACIL poderá a partir de agora passar a prestar serviços de consultadoria na área da internacionalização às empresas nacionais, aproveitando a rede de 29 câmaras de comércio existentes em 15 países com quem o CIEP mantém relações de cooperação.
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
ISCTE cria primeiro laboratório de marketing em Portugal
O ISCTE Business School, através do GIEM - Centro de Investigação e Formação em Marketing, um conjunto de 21 empresas com negócios em Portugal e um grupo de reconhecidos marketeers, entre os quais se contam o Professor Luiz Moutinho, professor catedrático de Marketing na Universidade de Glasgow, acabam de criar o primeiro laboratório português de análise e de investigação aplicada de tendências internacionais de marketing.
Designado por Marketing FutureCast Lab, esta entidade pretende constituir-se como um foco de produção e antecipação de novos cenários e tendências na área do marketing com potencial impacto no contexto empresarial.
Mais uma iniciativa inovadora do ISCTE Business School que vem consolidar a posição destacada desta escola de gestão no contexto universitário português.
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Portugueses são dos que mais acreditam na ajuda ao desenvolvimento. E depois?
Os portugueses são dos europeus que mais acreditam na ajuda ao desenvolvimento, com 93% a considerarem-na importante ou muito importante, indica o EuroBarómetro da Comissão Europeia.
A percentagem mais elevada da União Europeia é partilhada com cinco outros países - Suécia, Espanha, Malta, Chipre e Polónia -, sendo que a média dos 27 Estados-membros se fica pelos 88%.
À semelhança dos outros europeus, também os portugueses gostavam que a comunicação social desse mais atenção às questões de cooperação para o desenvolvimento: 41% consideram que os média não tratam suficientemente o tema, contra 30% que consideram esse tratamento suficiente. Os dois países da Península Ibérica consideram que os Estados Unidos são o país em melhor posição para prestar ajuda aos mais pobres.
O número especial do EuroBarómetro, realizado entre Maio e Junho de 2009 com o objectivo de avaliar o impacto da crise económica sobre o apoio à ajuda ao desenvolvimento nos países europeus, insere-se num conjunto de análises sobre o conhecimento e percepção que a opinião pública europeia tem sobre questões de desenvolvimento, e tem vindo a ser realizado desde 2004.
No entanto, e do nosso ponto de vista, estas questões da educação e da cooperação para o desenvolvimento ainda são muito pouco discutidas e debatidas ao nível da sociedade civil portuguesa. A politica de cooperação, talvez pelo desconhecimento existente em relação à mesmo e por ser "demasiado consensual" ao nível do sistema politico português, é algo que não tem merecido muita atenção por parte dos decisores económicos e políticos, dos meios de comunicação social e do público em geral. Vamos ver se as coisas se vão alterar na legislatura que agora se inicia, pois esta é uma área onde com pouco esforço se podem alterar muitas práticas.
Boas práticas no apoio à internacionalização de PME's: o exemplo do SEBRAE (Brasil)
O SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas acaba de lançar um interessante site dedicado ao apoio à internacionalização das mico e pequenas empresas. Aqui pode encontrar diversas informações técnicas sobre a problemática da internacionalização e cursos gratuitos on-line sobre "Procedimentos para Exportação", "Documentos utilizados no processo de Exportação e "Condições de venda para o mercado externo". Para além disso, e mediante o preenchimento de um questionário on line, elaborado por especialistas em comércio exterior do SEBRAE, cada empresário/empreendedor pode avaliar o estádio em que a sua empresa se encontra em relação ao processo de internacionalização. No final, será gerado um relatório automático com um conjunto de recomendações específicas baseadas nas respostas que foram dadas neste inquérito. E em Portugal, de que estamos à espera para lançarmos iniciativas com este formato, utilidade e alcance, sobretudo ao nível das pequenas e médias empresas?
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Ben Ali reconduzido como Chefe de Estado da Tunísia
O Presidente tunisino Zine El-Abidine Ben Ali foi reconduzido, sem surpresa, no passado Domingo, para um novo mandato com cerca de 90% de votos favoráveis. Ben Ali já vai no 5º mandato consecutivo como Chefe de Estado e por este andar estará mais alguns anos à frente dos destinos da Tunísia. Um sucesso da "realpolitik" e da forma ágil e astuta como as autoridades tunisinas têm gerido o seu relacionamento internacional com os EUA, União Europeia (particularmente com a França e a Itália) e parceiros árabes e que tem permitido pouca contestação à forma como internamente são interpretados e tratados alguns direitos e liberdades individuais.
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
José Socrates anuncia novo Governo
José Socrates acabou de anunciar o novo Governo que é constituido por:
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Dr. Luís Filipe Marques Amado
Ministro de Estado e das Finanças
Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos
Ministro da Presidência
Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional
Prof. Doutor Augusto Santos Silva
Ministro da Administração Interna
Dr. Rui Carlos Pereira
Ministro da Justiça
Dr. Alberto de Sousa Martins
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
Dr. José António Fonseca Vieira da Silva
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Prof. Doutor António Augusto da Ascenção Mendonça
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
Engª. Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Drª. Maria Helena dos Santos André
Ministra da Saúde
Drª. Ana Maria Teodoro Jorge
Ministra da Educação
Drª. Isabel Alçada
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Prof. Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago
Ministra da Cultura
Drª. Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas
Ministro dos Assuntos Parlamentares
Dr. Jorge Lacão Costa
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Dr. João Tiago Valente Almeida da Silveira
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Dr. Luís Filipe Marques Amado
Ministro de Estado e das Finanças
Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos
Ministro da Presidência
Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional
Prof. Doutor Augusto Santos Silva
Ministro da Administração Interna
Dr. Rui Carlos Pereira
Ministro da Justiça
Dr. Alberto de Sousa Martins
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
Dr. José António Fonseca Vieira da Silva
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Prof. Doutor António Augusto da Ascenção Mendonça
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
Engª. Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Drª. Maria Helena dos Santos André
Ministra da Saúde
Drª. Ana Maria Teodoro Jorge
Ministra da Educação
Drª. Isabel Alçada
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Prof. Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago
Ministra da Cultura
Drª. Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas
Ministro dos Assuntos Parlamentares
Dr. Jorge Lacão Costa
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Dr. João Tiago Valente Almeida da Silveira
Mudanças na ViniPortugal
A ViniPortugal, associação interprofissional tem por objectivo a promoção dos vinhos portugueses no mercado interno e em mercados internacionais seleccionados, tem uma nova Direcção, liderada por Francisco Borba e que vem substituir a anterior equipa directiva presidida por Francisco Avillez.
Esta nova Direcção já anunciou que vai encomendar, até ao final do ano, um novo estudo estratégico para o sector português do vinho que permita actualizar as recomendações efectuadas, em 2003 e 2004, pelos dois relatórios do consultor norte-americano Michael Porter.
Actualmente, a ViniPortugal tem um papel preponderante na promoção internacional dos vinhos portugueses, face à exiguidade dos recursos para promoção existentes em outras organizações ligadas à promoção económica do sector e do país.
Esta nova Direcção já anunciou que vai encomendar, até ao final do ano, um novo estudo estratégico para o sector português do vinho que permita actualizar as recomendações efectuadas, em 2003 e 2004, pelos dois relatórios do consultor norte-americano Michael Porter.
Actualmente, a ViniPortugal tem um papel preponderante na promoção internacional dos vinhos portugueses, face à exiguidade dos recursos para promoção existentes em outras organizações ligadas à promoção económica do sector e do país.
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
IAPMEI, CCRA e ADRAL promovem negócios na Extremadura Espanhola
Numa organização conjunta do IAPMEI-Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, CCDRA-Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e da ADRAL-Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, e contando com o apoio e envolvimento das principais associações empresariais do Alentejo, vai realizar-se no próximo dia 12 de Novembro, em Estremoz, a 1ª Sessão de Trabalho sobre o acesso das empresas do Alentejo ao mercado da Extremadura Espanhola.
Trata-se de uma excelente iniciativa de apoio à internacionalização das pequenas e médias empresas nacionais (PME's), liderada pelo IAPMEI e dirigida a uma das comunidades transfronteiriças espanholas com quem Portugal tem um maior relacionamento politico, económico e cultural. Este evento, segue-se a outros já realizados pelo referido organismo do Ministério da Economia em várias regiões portuguesas sobre as Comunidades espanholas da Galiza e da Castela e Leão e que tiveram por objectivo a identificação de oportunidades e a proposta de soluções para as PME's na penetração e/ou reforço da sua posição em Espanha.
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